segunda-feira, 15 de julho de 2013

DF pronto para ser Chicago


A expansão da agropecuária no Entorno dá condições à capital de se impor no cenário regional, como referência do agronegócio

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 No Entorno, estão 10 municípios, entre 50, com maior PIB agropecuário do país, e Brasília detém a 16ª posição  

Ainda que dependente do setor público, o Distrito Federal tem potencial para se tornar um centro financeiro. É o que mostra levantamento da Companhia de Desenvolvimento do Distrito Federal (Codeplan), divulgado ontem. Para que o plano, anunciado diversas vezes pelo governo, seja colocado em prática, o órgão destaca as operações com commodities agrícolas e a previdência complementar fechada como as principais apostas para diversificar o setor produtivo da capital do país a médio prazo.

“A capital federal não capitaliza a produção agropecuária do Centro-Oeste, que tem o maior Produto Interno Bruto (PIB) do país. Por isso, além do investimento industrial, esse setor tem grande potencial para o desenvolvimento do DF”, explicou o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya. Ele comparou Brasília a Chicago. “A cidade não é o principal centro financeiro dos Estados Unidos, mas é uma potência agrícola e, por isso, as operações com commodities do segmento são feitas lá, e não em Nova York. O mesmo poderia ocorrer aqui. Poderíamos reivindicar a administração dessas negociações, já que temos a maior parte da produção nos arredores”, comentou.

Dos 50 municípios com maior Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário do país, 10 estão no Entorno. Em dezembro do ano passado, as propriedades locais tinham 122.456 hectares (ha) plantados de grãos, 9.109ha de hortaliças e 1.421ha de frutas. “A criação de uma bolsa de valores para a negociação de commodities agrícolas aumentaria a oferta de empregos e elevaria a receita tributária”, justificou Miragaya. Apenas Brasília ocupa a 16ª posição do ranking de municípios com o maior PIB agrícola do país, com R$ 334 milhões.

Brasília sedia 12 dos principais fundos de previdência complementar fechada do país. “É um segmento com bastante expressão na capital e, por isso, com potencial de crescimento. Assim, todo o setor de intermediação financeira seria beneficiado”, afirmou Miragaya. “É viável que Brasília deixe de ser apenas um centro administrativo para, também, ter vocação financeira, ainda que secundária. Provavelmente, São Paulo ainda continuaria em primeiro lugar. Essas ações, entretanto, não ocorrem da noite para o dia e dependem de políticas públicas”, ponderou.

Ações práticas

O secretário de Desenvolvimento Econômico do DF, Gutemberg Uchôa, frisou que um estudo de viabilidade econômica para a criação de um centro financeiro em Brasília é preparado e deverá ser concluído no primeiro trimestre do próximo ano. “Esse é o ponto de partida para que o projeto avance. Os dois setores apontados pela Codeplan têm, sim, potencial, adicionado a outros. Hoje, a vocação da capital federal é administrativa e pretendemos implementar novas aptidões financeiras. O Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD) é o início disso”, destacou.

US$ 100 bilhões

O Brasil é líder na exportação mundial de alguns commodities agrícolas, como soja, açúcar e café. Em 2013, o país mandou para fora mais de US$ 100 bilhões em produtos do agronegócio — que representam mais de 40% no saldo da balança comercial nacional.

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